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Aos 27 anos, João Campos, do PSB, é eleito o prefeito mais jovem do Recife

João obteve 447.913 votos, que representaram 56,27% dos válidos, derrotando sua prima Marília Arraes (PT) obteve 348.126 votos, ou 43,73%

Aos 27 anos, João Campos, do PSB, é eleito o prefeito mais jovem do Recife João Campos discursa após ser eleito prefeito do Recife — Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press Notícia do dia 29/11/2020

Da Redação

Recife/PE - João Campos, do PSB, foi eleito, neste domingo (29), prefeito do Recife para os próximos quatro anos. Aos 27 anos, ele é o mais jovem a se eleger prefeito na cidade. “Não tem como vir aqui hoje, celebrar essa vitória, e não falar daquele que é referência na minha vida, Eduardo Campos”, afirmou João no discurso após vencer o segundo turno das eleições 2020 na capital pernambucana.

 

Segundo a Justiça Eleitoral, com 100% das urnas apuradas, João obteve 447.913 votos, que representaram 56,27% dos válidos. Marília Arraes (PT) obteve 348.126 votos, ou 43,73%.

 

Campanha

João e Marília são primos de segundo grau. Ela é filha de Marcos Arraes de Alencar, que é irmão de Ana Arraes de Alencar, ambos filhos do ex-governador Miguel Arraes. Ana, por sua vez, é a mãe de Eduardo Campos, também ex-governador de Pernambuco, pai de João Campos.

 

Durante o primeiro turno, João Campos liderou todas as pesquisas de intenção de voto realizadas pelo Ibope e pelo Datafolha. Marília chegou a ficar em terceiro lugar, atrás de Mendonça Filho.

 

Quando a apuração dos votos do primeiro turno terminou, João Campos teve 233.028 votos, o que corresponde a 29,17%, e terminou em primeiro lugar. Marília Arraes havia recebido 223.248 votos, o equivalente a 27,95%, e estava em segundo lugar.

 

No segundo turno, Marília chegou a liderar as primeiras pesquisas realizadas pelos institutos Ibope e Datafolha, mas foi ultrapassada por João na semana seguinte no Ibope, mantendo a liderança no Datafolha. No sábado anterior à votação, ele tinha 50% de intenção de voto nas duas pesquisas, enquanto ela também somava 50% em ambos os levantamentos.

 

O segundo turno foi marcado por trocas de acusações entre os candidatos do PSB e PT. Marília Arraes disse que o adversário escondia as gestões do prefeito Geraldo Julio e do governador Paulo Câmara, ambos do PSB, afirmou que o primo não tinha experiência para ocupar a prefeitura e sugeriu que ele não tinha vontade política para buscar recursos e concretizar propostas.

 

João Campos afirmou que a adversária não reconhecia o trabalho feito na cidade, colocava “gosto ruim” nas obras socialistas e prometia ações que não podia cumprir.