menu

TRE-AM indefere candidatura de Givancir Oliveira ao cargo de deputado federal

Envolvido em processos criminais na justiça, o ex-presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus teve o registro indeferido por não apresentar documentos informando os processos.

TRE-AM indefere candidatura de Givancir Oliveira ao cargo de deputado federal FOTO: Patrick Marques/G1 AM Notícia do dia 19/09/2022

O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) rejeitou o registro de candidatura de Givancir de Oliveira (PSD) ao cargo de deputado federal. Envolvido em processos criminais na justiça, o ex-presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus teve o registro indeferido por não apresentar documentos informando os processos.

 

Segundo a decisão, o desembargador eleitoral, Marcelo Pires Soares, destacou a obrigatoriedade dos documentos que apresentam um resumo dos objetos das ações judiciais e o status processual atual.

 

Em 2020, Givancir também tentou se candidatar à prefeitura de Iranduba, mas desistiu por causa dos processos escandalosos. Em 2019, o líder sindical foi preso acusado de homicídio de Bruno Freitas Guimarães e tentativa de homicídio contra Thelssy dos Santos Freitas.

Em setembro de 2020, foi solto para responder o processo em liberdade com restrições como uso de tornozeleira eletrônica, horário de chegada e saída em casa, além de não poder se ausentar sem autorização da polícia dos municípios de Manaus e Iranduba, onde possui residência.

 

Ainda em setembro de 2020, o Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas condenou Givancir Oliveira foi condenado a pagar R$15mil em indenização a um jornalista por danos morais. O caso aconteceu em 12 de julho de 2018 durante uma paralisação rodoviária. Ao fotografar o sindicalista, o fotógrafo foi ofendido por Givancir.

 

Em março de 2021, Givancir foi denunciado pelo promotor de Justiça de Iranduba, Leonardo Abinader Nobre, por estupro de uma menina de 12 anos. Embora o caso tenha sido denunciado à justiça pelo MP-AM, o delegado José Lázaro Ramos da Silva considerou frágeis, duvidosos, contraditórios e inconsistentes os indícios contra o acusado.

 

No início deste ano, o Ministério Público Federal (MPF) pediu que os irmãos Givancir de Oliveira Silva e Josenildo de Oliveira e Silva, ex-dirigentes do sindicato, fossem condenados (com penas máximas) por impedirem a circulação de ônibus em Manaus, descumprimento da Lei de Greve e de ordem da Justiça do Trabalho.

 

Pelos prejuízos causados durante sete paralisações irregulares em 2016 e 2017, o MPF também pediu na Justiça Federal o pagamento de indenização no valor de R$7 milhões. A ação penal tramita na 4ª Vara Federal no Amazonas, sob o n. 1008234-20.2022.4.01.3200.