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Notícia do dia 25/08/2022
Liderando diversas pesquisas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu entrevista ao Jornal Nacional na noite desta quinta-feira (25/08), onde foi questionado sobre corrupção, economia, desejo de voltar à presidência da República e sobre pacificar o país.
Corrupção foi o principal tema da entrevista. Lula disse que a corrupção só aparece quando se permite que aconteça uma investigação e que, segundo ele, foi o que aconteceu em seu governo.
"Em 2005, quando surgiu a questão do Mensalão, eu cheguei e disse o seguinte: 'só existe uma de alguém não ser investigado nesse país: é não cometer erro'. Se cometer erro, vai ser investigado. E foi isso que nós fizemos. Se alguém comete um erro, alguém comete um delito, investiga-se, apura, julga, condena ou absolve e está resolvido o problema", disse.
Lula ainda afirmou que a operação Lava Jato ultrapassou o limite da investigação e passou para o campo político, tendo ele como principal alvo.
O candidato ainda disse que quer voltar à presidência da República para “fazer melhor do que já fez”. Lula ainda foi questionado sobre os discursos em que alimentava a forte polarização entre a direta e a esquerda, e enfatizou a diferença entre a polarização e o “estímulo ao ódio”.
“Quando você tem democracia e quando você tem mais que um disputando, a polarização é saudável. Ela é importante, ela é estimulante, ela faz a militância ir pra rua, carregar bandeira. O que é importante é que a gente não confunda a polarização com o estímulo ao ódio”, disse.
Sobre ter Geraldo Alckmin (PSB) concorrendo na mesma chapa como candidato a vice-presidente, seu principal adversário durante muitos anos, o ex-presidente disse confiar na experiência de Alckmin para “consertar o país”.
A quarta e última entrevista do JN acontece nesta sexta-feira (26/08) e terá como convidada a candidata Simone Tebet (MDB).