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Proibição de entrada e saída de embarcações no Amazonas por meio de decreto já está valendo

Na manhã desta sexta (20) ainda tinha muita movimentação de passageiros nas embarcações. As únicas exceções são para casos de emergência e urgência, fiscalizados pela Arsepam

Proibição de entrada e saída de embarcações no Amazonas por meio de decreto já está valendo Porto de Parintins - Foto: Reprodução/Internet Notícia do dia 20/03/2020

Da Redação

Manaus/AM - Começa a valer, a partir desta sexta-feira (20), o decreto de número 42.087, assassinado pelo governador do Amazonas, que suspende por 15 dias o transporte fluvial no Estado. A medida atende um pedido do Ministério da Saúde para evitar aglomerações por conta do novo coronavírus.

 

Entretanto, em casos de emergência e urgência serão definidos pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Estado do Amazonas (Arsepam). As medidas serão revisadas pela equipe do Governo conforme a necessidade da permanência.

 

Na manhã desta sexta (20) ainda tinha muita movimentação de passageiros nas embarcações no Porto da Manaus Moderna, na Zona Sul.

 

Trabalhadores reclamam da falta de aviso prévio. Segundo eles, uma equipe de fiscalização teria que ter ido ao local avisar com antecedência sobre a decisão.

 


Atividades fluviais continuaram normalmente nesta sexta | Foto: Kennedson Paz

 

A principal entrada e saída do Amazonas é pelo meio fluvial, mesmo por um caso de necessidade por conta da pandemia, suspensão desse tipo de transporte irá afetar a rotina e trabalho de várias pessoas do Estado, além de causar desconforto para tripulantes e donos de embarcações no porto da Manaus Moderna.

 

Orlandi da Silva Marinho, de 60 anos, representante de uma das embarcações, relatou que soube da decisão pelos jornais e teme que os transportes fluviais em atividade sejam retirados.

 

 “Ficamos muito apreensivos.  Sabemos que é uma forma de prevenção ao coronavírus, mas acaba afetando o trabalho de muita gente e nenhum órgão fiscalizador nos notificou sobre as medidas com antecedência”, disse Orlandi.

 

O representante afirma que reconhece a importância da suspensão dos transportes fluviais, mas que teme dificuldades financeiras. “É minha fonte de renda. Não vamos contrariar a medida pois sei que é para o bem de todos, mas é lamentável para os trabalhadores’’, finaliza Orlandi.

 

Fonte: Em Tempo