FOTO: Yuri Pinheiro
Notícia do dia 18/05/2021
O retorno das aulas presenciais no interior do Amazonas a partir desta quarta-feira (19), anunciado pelo governador Wilson Lima na última sexta-feira, 14 de maio, deixou os professores da rede estadual de Parintins em situação de alerta. Devido à pandemia de Covid-19 e o risco de contaminação, os educadores estão se posicionando contra a decisão tomada pelo Governo do Estado. Grupos em redes sociais e manifestos contra a determinação foram organizados pelos profissionais da educação.
Conforme planejamento do Governo, através da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), as atividades serão retomadas de forma híbrida, com aulas presenciais com 50% dos alunos e online em todos os 61 municípios do interior. O retorno está embasado na queda dos índices de contaminações, internações e óbitos.
A professora Roberta Melo, que atua em duas escolas da rede estadual em Parintins, reclama que as condições impostas pela Secretaria de Educação do Estado não favorecem o retorno. “Não vejo lógica em voltar à escola sem ao menos estar vacinada. Nós teremos contato com muitos alunos e isso é muito arriscado, tanto para nós quanto para eles. Queremos voltar, mas que seja de maneira segura para todos, e não como se já estivesse tudo bem. Estamos muito longe disso”, alertou.
Segundo o professor Luís Alberto, as escolas da rede estadual de ensino de Parintins não oferecem condições físicas favoráveis para o retorno das atividades presenciais. O professor também denuncia a falta de consulta a professores e alunos sobre a possibilidade do retorno às escolas. “Não houve uma consulta prévia para saber se todos os professores, alunos e todos os profissionais da saúde já foram vacinados. Conheço bastante professores que foram vacinados apenas uma vez e estão no aguardo da segunda dose. Ou seja, não estão imunizados”, relatou Luís Alberto.
Durante entrevista concedida à rádio Clube de Parintins na manhã desta terça-feira (18), o coordenador da Seduc em Parintins, João Costa, garante que a decisão tomada pelo Governo do Estado será cumprida no município, retornando as aulas presenciais de forma híbrida nesta quarta. "Nós teremos o retorno da função social da escola, a possibilidade de retorno de socialização dos alunos, da saída do confinamento de mais de um ano, garantia da segurança alimentar com merenda escolar, retorno da referência física da escola e a até a quebra do negacionismo do retorno presencial. Igrejas, academias e restaurantes já tiveram as suas liberações em 50%. E por que não as escolas também?", disse durante a entrevista.