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AM recebe força-tarefa do Ministério da Agricultura que tenta impedir entrada de praga altamente destrutiva no país

Segundo o Governo do Estado, praga já está presente na Colômbia e Peru. A doença afeta, principalmente, bananeiras que produzem os tipos Nanica, Terra, Prata e Maçã.

AM recebe força-tarefa do Ministério da Agricultura que tenta impedir entrada de praga altamente destrutiva no país Notícia do dia 21/11/2022

Uma força-tarefa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está percorrendo a Região Norte, com o objetivo de impedir a entrada no país da fusariose, uma praga com potencial altamente destrutivo que afeta bananeiras. No Amazonas, a programação inclui palestras e atividades em campo, entre quarta (23) e sexta-feira (25).

 

De acordo com o Governo do Amazonas, a praga é ausente no Brasil, mas já está presente na Colômbia e no Peru, o que aumenta o risco de ingresso da doença no país.

 

Junto com o Brasil, os dois países vizinhos formam a chamada tríplice fronteira. A ligação ocorre pela cidade de Tabatinga, no Amazonas.

 

Ameaça à cadeia produtiva

 

Considerada uma das doenças mais destrutivas da bananeira no mundo, a fusariose representa um perigo para toda a cadeia produtiva da banana por causa da ineficiência de medidas curativas e da ausência de variedades resistentes à doença.

 

Quando a praga chega ao solo há dificuldade de remoção do fungo, o que inviabiliza o uso para outros cultivos. "Tornando-se um dos grandes desafios da defesa agropecuária impedir o ingresso da praga no território nacional", destacou o Governo do Amazonas.

 

A praga afeta, principalmente, as variedades do tipo Nanica e Terra, além da bananeira Prata e Maçã.

 

Sintomas

 

O fungo causador da fusariose afeta as bananeiras ao penetrar pelas raízes da planta, atingindo o caule subterrâneo, as bainhas das folhas, colonizando e obstruindo os vasos condutores de seiva, impedindo a passagem de água e nutrientes para a parte aérea da bananeira.

 

A orientação dos órgãos de defesa agropecuária federal e estadual é que ao observar estes sintomas, o produtor isole a área e avise, imediatamente, a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado (Adaf) ou a Superintendência Federal de Agricultura do Amazonas (SFA/AM).

 

"Para que um fiscal agropecuário colete amostras, utilizando equipamentos adequados e tendo todo o cuidado e segurança necessários para não contaminar outras plantas ou locais, e as encaminhe para um Laboratório Federal de Defesa Agropecuária que analisará o material", explicou o Governo do Estado.