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Notícia do dia 23/06/2021
A Justiça Federal determinou na segunda-feira (21) que a segunda dose da vacina da Pfizer seja aplicada em 21 dias e não em três meses como está sendo feita pela Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa). A decisão é da juíza Jaíza Fraxe.
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A utilização da vacina da Pfizer na campanha de imunização contra a Covid-19 no Amazonas começou no dia 13 de maio. Preferencialmente o imunizante foi aplicado em grávidas e mães de até 45 anos dias após o parto, e também em adultos a partir de 18 anos com comorbidades.
A ação foi movida pela Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM), que afirmou que o fato da Semsa estar aplicando a segunda dose só depois de três meses "é um fator preocupante, que coloca em risco a eficácia da campanha de vacinação [...] no estado".
Segundo a juíza, se a Secretaria tivesse adotado o esquema vacinal indicado pelo fabricante da vacina, a segunda dose dos indíviduos vacinados no primeiro dia de imunização deveria ter ocorrido no dia 3 de junho.
Ela também citou que o fabricante recomenda que a segunda dose da Pfizer seja aplicada em 21 dias, de forma a garantir a eficácia máxima do imunizante. A utilização de três meses com base em um estudo do Reino Unido é indevida, já que o estudo sequer foi finalizado.
Na decisão, a juíza deu até 48h para que a Fundação de Vigilância em Saúde do Estado (FVS-AM) disponibilize 30 mil doses da vacina da Pfizer à Semsa, para o público que já está no tempo hábil de receber a 2ª dose.
O G1 entrou em contato com a FVS para saber se o órgão já foi notificado e se tem o total de doses para enviar para a Semsa, e aguarda resposta.
INFORMAÇÕES DE G1 AM