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Notícia do dia 21/08/2022
Dando início a série de entrevistas ao Jornal Nacional, o atual presidente da República e candidato a reeleição, Jair Bolsonaro (PL), foi questionado pelos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcellos sobre temas como a insuficiência de políticas voltadas para o meio ambiente, atitudes durante a pandemia e as polêmicas afirmações referentes às urnas eletrônicas.
A entrevista teve duração de 40 minutos. Quando questionado se assumiria um compromisso, em rede nacional, de respeitar o resultado das urnas, Bolsonaro disse que “eleições limpas devem e tem que ser respeitadas. Limpas e transparentes tem que ser respeitadas”. Durante a entrevista, o presidente repetiu diversas vezes sobre as suspeitas mentirosas sobre as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral, suspeitas estas já desmentidas por especialistas e autoridades oficiais.
Sobre as polêmicas declarações dadas durante a pandemia da Covid-19, como por exemplo a de que a vacina transformaria pessoas em “jacaré”, Bolsonaro disse que usou uma “figura de linguagem”. Em relação a demora para adquirir vacinas já existentes no mercado, Bolsonaro disse que seu governo comprou mais de 500 milhões de vacinas e “só não se vacinou quem não quis”.
O governo Bolsonaro é criticado no Brasil e no exterior por políticas voltadas para o meio ambiente consideradas insuficientes. Questionado sobre os altos índices de desmatamento no país em seu governo, Bolsonaro disse que também há incêndios florestais em outros países e pôs a culpa de parte desses focos de incêndios em ribeirinhos.
“Agora, quando se fala em Amazônia, o que não se fala também é na França que há mais de 30 dias está pegando fogo. A mesma coisa está pegando fogo na Espanha e Portugal, Califórnia pega fogo todo ano. No Brasil, infelizmente, não é diferente, acontece, grande parte disso aí, alguma parte disso aí é criminoso, eu sei disso. Outra parte não é criminosos. É o ribeirinho que toca fogo ali na sua propriedade”, afirmou.
A relação com o “Centrão” também foi assunto da entrevista. Em 2018, Bolsonaro afirmava que jamais faria parte do Centrão. Mas, em entrevistas recentes, o candidato já afirma que “sempre fez parte do Centrão”, derrubando todo o discurso construído há quatro anos.
Atos de alguns de seus apoiadores como manifestações nas ruas pedindo o fechamento do Congresso e até mesmo a volta da ditadura, o candidato afirmou que configura “liberdade de expressão”.
Nesta terça-feira (23/08) é a vez do candidato Ciro Gomes (PDT) conceder entrevista ao JN.