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Em coletiva, Jender Lobato afirma que prisão foi 'descabida e ilegal'

Segundo Jender Lobato, sua prisão foi arbitrária, uma vez que ele não é indiciado no inquérito e não é processado nas investigações

Em coletiva, Jender Lobato afirma que prisão foi 'descabida e ilegal' Foto: Divulgação Notícia do dia 04/12/2020

Eldiney Alcântara

Parintins/AM - “Aquela prisão foi descabida e ilegal”, declarou o advogado Jender Lobato hoje, 04, durante coletiva de imprensa realizada na sala da OAB em Parintins. Jender realizou o evento para dar esclarecimentos sobre sua prisão em processo investigatório da Polícia Federal (PF), que apura irregularidades no processo licitatório do transporte escolar de Presidente Figueiredo, em 2017, quando era presidente daquele certame público.

 

Segundo Jender Lobato, sua prisão foi arbitrária, uma vez que ele não é indiciado no inquérito e não é processado nas investigações. Ele conta que a investigação policial aponta irregularidades no processo licitatório presidido por ele em Presidente Figueiredo. Mas, o advogado afirma que as 332 páginas do processo tem parecer favorável do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas e do Tribunal de Contas da União.

 

Foto: Divulgação

 

Uma das ilegalidades apontadas pela PF é que não havia publicidade necessária no processo licitatório. Jender citou a Lei 866, que obriga todo processo licitatório a ter publicidade. De acordo com ele, no dia 10 de fevereiro encaminhou ofício para o Jornal do Comércio e Diário Oficial, 14 dias antes de realizar a licitação (a Lei pede mínimo de 8 dias).

 

Jender classificou como “equívoco” outra irregularidade apontada pela polícia: que ele impediu empresas de ter acesso ao edital. Mas, Jender afirma que 21 empresas tiveram posse do edital e isso consta no relatório do processo licitatório.