Notícia do dia 10/10/2022
Doze dias após a interdição da BR-319 - onde uma ponte desabou no dia 28 de setembro e outra, no sábado (8) - o Governo do Amazonas decretou situação de emergência em três cidades do Estado. Nesta segunda-feira (10), o governador Wilson Lima afirmou que há desabastecimento de alimento, de remédio e de combustíveis nos municípios. Segundo ele, algumas cidades também correm risco de ficar sem energia elétrica. No momento, a interdição da rodovia afeta mais de 100 mil pessoas.
"A gente tem uma série de situações que estão acontecendo ali, que estão dificultando a vida das pessoas, como a questão do escoamento da produção, desabastecimento de alimento, de remédio, de combustíveis. É importante a questão do combustível, porque esse combustível é que faz funcionar as térmicas. Então, há um risco de que em algum momento isso aconteça, e a gente espera que isso não aconteça, de que alguns desses municípios possam ficar sem energia elétrica", afirmou o governador na manhã desta segunda-feira (10), durante coletiva de imprensa.
As duas pontes que desabaram integram rodovia federal, que é a única conexão por terra de parte do estado com outras regiões do país. A interdição da BR-319 também diretamente Roraima, já que a rodovia se liga à BR-319, única ligação do estado roraimense ao restante do país por via terrestre.
O anúncio do decreto de emergência foi feito pelo governador do Amazonas, durante coletiva de imprensa. O decreto vale para os municípios do Careiro da Várzea, Careiro Castanho e Manaquiri. De acordo com o governador, as três cidades são diretamente afetadas pelo desabamento das duas pontes.
O governado afirmou que aproximadamente 104 mil pessoas estão sendo afetadas nas regiões próximas às pontes. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), 100 mil pessoas equivalem a aproximadamente 2% da população do estado.
Na coletiva, Wilson Lima citou alguns problemas enfrentados pelas cidades afetadas pelos desabamentos: escoamento da produção, desabastecimento de alimento, remédio e de combustíveis.
O governador disse ter conversado com o ministro de Infraestrutura, Marcelo Sampaio, no sábado (8), dia em que segunda ponte desabou. De acordo com o governador, os dois falaram sobre as providências a serem adotadas. "Hoje, inclusive, eu tenho uma reunião em Brasília com o ministro e com a equipe dele para colocar o Estado do Amazonas à disposição daquilo que for necessário e apresentar o que o Governo do Estado de atendimento para a travessia das pessoas", disse Wilson Lima.