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”Podemos ter outras matrizes econômicas mas não abrir mão dos empregos gerados na indústria”, frisa Saullo Vianna

”Podemos ter outras matrizes econômicas mas não abrir mão dos empregos gerados na indústria”, frisa Saullo Vianna FOTO: Assessoria Deputado Saullo Vianna Notícia do dia 01/03/2022

No dia 28 de fevereiro, a Zona Franca de Manaus (ZFM) completa 55 anos. Ao longo destas quase seis décadas, o modelo econômico sofreu inúmeras ameaças, como a conservação da planta em Manaus e, atualmente, com a redução de 25% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). É o que avalia o deputado estadual Saullo Vianna (PTB), que destacou ainda os inúmeros ganhos que a ZFM já trouxe para o Amazonas.

 

"O ministro Paulo Guedes que capitaneou essa decisão de reduzir em 25% o IPI de forma linear, e que hoje está irredutível em voltar atrás desse movimento, conhece mais os países estrangeiros do que o Brasil, e com certeza não conhece o Amazonas. Incentivar a atividade econômica no país é importante, sim. Mas ela pode ser feita por outros instrumentos, como por exemplo com a redução do PIS e Cofis, que é um imposto federal que não é compartilhado com estados e municípios", avaliou o deputado.

 

Saullo disse, ainda, que não podemos nos deixar influenciar por construções de retóricas que jogam essa decisão para o povo do Amazonas, com o objetivo de "defender ministro e político de estimação". 

 

"Dizer que nada foi feito nesses últimos anos e que agora nós temos que abrir mão da nossa Zona Franca é não conhecer o Amazonas. Tive a oportunidade de conhecer os 62 municípios do meu Estado, e poderia enumerar os diversos investimentos, tanto na capital como no interior, que são frutos que a Zona Franca nos deu", completou.

 

Dentre os ganhos proporcionados pela ZFM, o deputado citou os inúmeros empregos e rendas geradas pelas indústrias instaladas em Manaus, além da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que já formou inúmeros amazonenses, e a preservação do meio ambiente. 

 

"Nós temos 92% da nossa floresta preservada, pois a Zona Franca possibilitou que o caboclo do Amazonas tivesse emprego e renda para não desmatar a floresta. Podemos ter outras matrizes econômicas, sim, mas não podemos abrir mão dos empregos da indústria. Essa luta não é apenas da classe política e dos empresários, também é de todos os amazonenses. Os efeitos desse ato prejudicará todos nós. Por isso, temos que lutar e não desistir jamais", finalizou.