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Mulher morre soterrada após ter casa atingida em deslizamento de barranco em Manaus

Em outro deslizamento causado pela chuva, menina de 7 anos morreu soterrada. Ruas da capital ficaram inundadas e moradores tiveram casas invadidas pela enxurrada.

Mulher morre soterrada após ter casa atingida em deslizamento de barranco em Manaus FOTO: Leandro Guedes Notícia do dia 17/01/2022

Uma mulher de 37 anos morreu soterrada, depois que a casa onde vivia, no bairro Cidade Nova, em Manaus, foi atingido pelo deslizamento de um barranco na manhã desta segunda-feira (17). O desmoronamento foi causado pelas fortes chuvas que atingem a capital desde a madrugada.

 

Equipes do Corpo de Bombeiros estiveram no local para retirada do corpo e dos escombros.

 

Representantes da Defesa Civil também orientaram os moradores das casas próximas à estrutura atingida a saírem do local devido ao risco de novos deslizamentos.

 

Em outra ocorrência, uma menina de 7 anos também morreu depois que o imóvel em que estava foi atingido por um deslizamento de terra. Além dela, outros integrantes da família estavam na casa. Todos conseguiram sair do local, mas a menina assustada tentou se esconder, quando o deslizamento atingiu a casa.

 

Enchentes - A chuva que atingiu Manaus na manhã desta segunda-feira deixou muitos bairros inundados. Muitas casas foram invadidas pela água em diversas áreas da cidade, depois que igarapés transbordaram e inundaram ruas. Moradores registraram prejuízos.

 

“Só sai pq preciso ir numa farmácia, aquela está fechada e tenho que procurar outra”, diz a dona de casa Lúcia Flávia, que teve de andar por uma rua alagada na comunidade Sharp.

 

Houve transbordamento também no Igarapé do Passarinho e mais casas ficaram alagadas na Comunidade Raio de Sol.

 

No bairro Nossa Senhora De Fátima teve protesto. Depois do alagamento, os moradores fecharam os dois sentidos da Avenida Camapuã. As vias só foram liberadas com a chegada da polícia.

 

“Subiu muito rápido, consegui tirar meus filhos pequenos antes que se afogassem”, afirmou o autônomo Ricardo de Souza.

 

Nem as casas mais altas escaparam do nível elevado do igarapé. Vários imóveis foram invadidos pela correnteza, que destruiu móveis e equipamentos eletrônicos.

 

“Só consegui salvar nossos documentos. A preocupação era meu filho de 2 anos”, afirma o almoxarife Lucivaldo de Souza.

 

O autônomo Antônio Freitas diz que há anos a comunidade espera providências. “Existe um projeto para retirar 190 casas e ajeitar o igarapé, até hoje não foi feito nada”.

 

 

*Informações de Leandro Guedes - Rede Amazônica