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Governador Wilson Lima inaugura Centro de Parto Normal do Instituto da Mulher Dona Lindu

Como parte da reestruturação da rede materno-infantil, a nova estrutura amplia espaços voltados ao parto normal humanizado

Governador Wilson Lima inaugura Centro de Parto Normal do Instituto da Mulher Dona Lindu Fotos: Diego Peres/Secom Notícia do dia 03/11/2021

O governador Wilson Lima inaugurou, nesta quarta-feira (03/11), o Centro de Parto Normal Intra-Hospitalar (CPNI) do Instituto da Mulher Dona Lindu (IMDL), na zona centro-sul de Manaus. A estrutura, com funcionamento 24 horas, é voltada ao parto humanizado e permite à mãe escolher a posição mais confortável em que deseja ter o filho, em caso de parto normal, incluindo a experiência de parto na água.

 

“Isso representa a atenção que a gente tem dado para as mulheres, a atenção que a gente tem dado para a primeira infância, objetivando diminuir a mortalidade, dar maior conforto para essas mães e também a possibilidade de ela ter um parto normal, de ela ter um parto humanizado. E é dessa forma que a gente vai conseguir melhorar nossos índices e dar um melhor atendimento na área da saúde para essas grávidas”, disse o governador.

 

A implantação do CPNI do IMDL faz parte da reestruturação da rede materno-infantil prevista no projeto ‘Renasce Lindu’, contemplada no Programa Saúde Amazonas, e contou com recursos da Rede Cegonha, liberados pelo Fundo Estadual de Saúde. Participaram da inauguração, os deputados João Luiz e Dr Gomes e a deputada Joana Darc.

 

Com o CPNI, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) busca estimular as gestantes a optarem pelo parto normal, com o mínimo de intervenção possível, cumprindo todos os protocolos operacionais de procedimento com humanização e segurança.

 

Atendimentos – O local atende gestantes de risco habitual (baixo risco), seguindo os critérios do Ministério de Saúde e da Organização Mundial da Saúde, e oferece assistência à mulher durante o pré-parto, parto e pós-parto e também ao recém-nascido.

 

O espaço possui quatro suítes temáticas e acolhedoras, equipadas com cama padrão PPP (pré-parto, parto e pós-parto) e capacidade para realizar, no mínimo, 40 partos por mês. Conta ainda com uma banheira de hidromassagem e cromoterapia, métodos não farmacológicos de alívio da dor, incluindo serviços de musicoterapia, reflexologia e escalda-pés, e boas práticas que auxiliam o trabalho de parto.

 

“É para estimular as mulheres, não é só uma estrutura física. Nós temos uma equipe, são partos efetuados por enfermeiras, obstetras, sob supervisão médica. Então é um avanço muito grande, vai aumentar muito a capacidade da realização de partos normais na estrutura da rede estadual de saúde”, disse o secretário da SES-AM, Anoar Samad.

 

Multicultural – O CPNI também conta com sala com temática indígena equipada com redes.  A indígena Ketila Santos da Silva é uma das primeiras a ser atendida no espaço. Ela se prepara para o nascimento da filha Tauane. “Eu espero que, por ela nascer aqui, traga muita luz e prosperidade, porque os indígenas precisam de um lugar para eles. Um ambiente bem trabalhado, para ser recebido, bem tratado. Me sinto representada, sim. É uma energia positiva, comunhão entre irmãos. Ela vai nascer com saúde”, disse.

 

O atendimento no CPNI engloba o protocolo multicultural, para mulheres estrangeiras, indígenas, brasileiras e surdas. O acolhimento inclui o suporte de tradução em língua espanhola, inglesa, Tikuna e Língua Brasileira de Sinais (Libras).

 

Todas as mulheres atendidas no CPNI recebem atenção de uma equipe multiprofissional composta por enfermeiros obstetras e técnicos de enfermagem, além da equipe de retaguarda formada por médicos obstetras, pediatras, fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais.

 

Critérios para parto no CPNI – Para receber atendimento no novo espaço, as mulheres devem estar com 37 semanas ou mais de gestação única e estar em dia com as consultas de acompanhamento pré-natal. Também não deve apresentar comorbidades e alterações nos exames laboratoriais (sorologias) e de imagem (ultrassom).

A avaliação obstétrica e entrevista é feita no processo que antecede à admissão da gestante e, caso não haja impedimento para o parto normal, a grávida pode escolher a forma que achar mais confortável para o nascimento.

 

2º CNPI - Este é o segundo Centro de Parto Normal inaugurado pelo governador Wilson Lima. O primeiro foi o da maternidade Balbina Mestrinho, entregue em 2019.

 

Em 2020, o CPNI da Balbina Mestrinho foi eleito entre as 16 experiências exitosas da rede SUS na premiação “Laboratório de Inovação em Enfermagem”, da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e do Conselho Nacional de Enfermagem (Cofen). “Mudando a forma de nascer no Estado do Amazonas: implantação de parto na água, no CPNI da Maternidade Balbina Mestrinho” foi o único projeto premiado no Norte do Brasil.